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vídeos em campanhas de marketing de performance

Vivemos em um mercado muito competitivo e exigente quanto às tomadas de decisões estratégicas, que precisam ser feitas em um curto espaço de tempo e com a maior taxa de assertividade possível (leia-se cuidado com o investimento). Isso exige um dinamismo muito grande de diferentes setores e com o marketing não é – nenhum pouco – diferente.

Adaptações e mudanças de planos são essenciais. Felizmente, o marketing digital abriu portas para encontrarmos novas frentes de divulgação que, se usadas da forma correta, podem gerar muito retorno. Se faz necessário, portanto, estar preparado para usar desde os mais tradicionais canais de comunicação com o cliente, até aqueles que são disruptivos (Snapchat, por exemplo).

Hoje existem ferramentas que permitem – com o investimento certo – um alcance na casa dos milhares de pessoas. E que empresa pode fazer esse tipo de ação? Qualquer uma. A Dona Maria, que faz bolo caseiro, pode desenvolver ações altamente segmentadas no Facebook e ter uma exposição que negócios do mesmo perfil e tamanho jamais conseguiriam nas duas últimas décadas. Isso é muito bom, e mostra como a tecnologia ajudou a democratizar o marketing e abriu espaço para que, até a Dona Maria, possa impactar clientes em potencial pela internet e, com isso, consiga chegar naquilo que tanto buscamos: a rentabilidade do negócio.

 

Ainda resta uma barreira: o vídeo

Mas ainda temos uma barreira que precisa ser quebrada no digital: estamos falando do vídeo. O principal ponto aqui é que não são apenas as gigantes que podem fazer o que alguns se condicionaram a chamar de propaganda ou, como diz a Dona Maria, “reclame”. Claro, ela não vai fazer um anúncio no Jornal Nacional, Novela 3 ou futebol – apenas para citar o suprassumo da publicidade nacional. O Youtube pode ser uma excelente oportunidade para ela ir além dos anúncios de textos e imagem e pode representar uma importante fonte de receita.

Dona Maria pode, por exemplo, criar anúncios e segmentar para que eles sejam exibidos em canais que ensinam como organizar festas  e isso pode gerar um impacto muito grande.

O Youtube já é acessado em mais de 88 países, está disponível em 76 idiomas e tem alcance de 95% dos usuários de internet no mundo. Que emissora de TV possui um alcance semelhante? O resultado é palpável e o investimento é mais barato que a TV – muito mais, por sinal.

 

Vídeos podem ser adotados por todos

O processo de inserir campanhas de vídeo no Youtube não é muito complexo. O padrão de envio é comum a todos que já utilizam o Google Adwords. De maneira simplista se produz o vídeo, faz o upload dele no canal, insere o link na plataforma e define parâmetros solicitados e pronto – feito! Seja qual for objetivo da campanha, será preciso um call to action, ou seja, um botão de ação para deixar bem claro ao cliente qual o próximo passo a ser dado, por exemplo direcionar o cliente à loja, ao blog ou Landing Page. Os modelos de pagamentos também são básicos: pagamento por direcionamento ao site ou pagamento para vídeos vistos por mais de 30 segundos.

O cliente só paga pela exposição propriamente dita. Com a qualidade do conteúdo é possível atrair um cliente em potencial e oferecer condições exclusivas e, assim como no Adwords, é possível definir quanto investir e segmentar para o público que se deseja alcançar. Nada muito difícil, na verdade, o cuidado maior será na preparação de um material que atraia o cliente.

 

Estratégia de performance utilizando o vídeo

Isso nos apresenta uma possibilidade muito legal que é a de trabalhar performance em canais de marketing com integração de anúncios feitos via XML, com planejamento de campanhas que também envolvam vídeo. Aliás, você precisa ficar de olho nisso, já que o mundo aos poucos vai convergindo para essa mídia.

Até o Facebook já fala em tornar a plataforma totalmente focada em vídeos dentro de 5 anos. Nicola Mendelsohn, executiva da empresa de Mark Zuckerberg na Europa, recentemente emitiu a seguinte opinião “Nós estamos vendo uma baixa constante na quantidade de texto a cada ano. Se eu fosse fazer uma aposta, eu diria: vídeo, vídeo, vídeo”.

Entendeu a necessidade de já estar preparado? Ainda temos Snapchat e Periscope, que apontam uma tendência sobre a necessidade de investimento em vídeo. Mas é preciso ir além e fazer com que esse tipo de ação esteja atrelada à de performance e conseguir solidificar os resultados, entendendo o comportamento do cliente.

Para isso, será preciso estruturar, mesmo que de forma básica, o CRM para conseguir atacar determinada base. Por exemplo, é possível utilizar o Customer match do Google – que já foi tema de um artigo nosso para o portal Digitalks – para desenvolver um plano de mídia usando o Google como plataforma e que impacte uma base de e-mail cadastradas no Gmail.

Nesse caso, o cliente pode ser impactado com vídeo, anúncios no Gmail, GShopping e AdWords. Se essa base for segmentada, isso aumenta ainda mais as chances de conversão. Mas é possível ir além.

Vamos imaginar que a empresa também trabalhe com links de afiliados ou guestpost e tenha uma estratégia de estar próxima aos blogueiros e vlogers. Agora pense em uma persona que tenha interesse em montar uma festa para seu filho, e busca referências no Youtube. Essa pessoa pode ser impactada por ações de display do Google, pelo anúncio no vídeo e, durante o vídeo, também pode ser impactada pelos bolos da Dona Maria.

As chances desse cliente, ao menos solicitar um orçamento do bolo, se torna muito grande, já que ele foi impactado durante todo o funil de compra.

Portanto, a utilização de vídeos como aliado estratégico de sua campanha de performance é algo que já deve fazer parte do radar. E embora tenhamos usado o Youtube como exemplo, ele pode não ser o canal mais indicado para seu negócio.

Pense no próprio Facebook, você certamente já viu aqueles vídeos rápidos com receitas e que são altamente compartilhados. Já pensou em alguma estratégia desse tipo para suas ações, com um call to action bem convidativo no final? O Snapchat é outro que merece atenção, e já existem educadores, físicos, coachs e profissionais de diferentes áreas dando dicas sobre variados assuntos.

 

Pensar no conteúdo pra melhorar a performance

Como falei, toda a estratégia de performance precisa (e deve) ser pensada com a  ajuda  de estratégia  de  vídeo, porém para ajudar nos acessos e no bom desempenho da performance associada  ao vídeo é importante pensar no que vai ser falado e como será produzido o conteúdo  desse vídeo.

A Dona Maria, na hora de ensinar a fazer seus bolos, pode investir na qualidade do conteúdo e dizer exatamente o que o seu público precisa saber, mas de preferência de uma forma diferente e que crie identificação e engajamento. Conteúdo com sinergia com público, tende a fazer com que anúncios relacionados a eles convertam mais e com isso a Dona Maria vai conseguir uma boa performance em seus vídeos e consequentemente a marca anunciante ficará bem associada e com um bom retorno. Ações de branded content podem ser criadas para ajudar no conteúdo, o que vai criar ainda mais sentido quando relacionar determinados  produtos dos anunciantes aos vídeos produzidos!

Mas como sempre digo, antes de tudo, descubra qual é o melhor canal para se comunicar com seu público. Tenho certeza que você pode “conversar” de forma bem direta usando vários formatos e ainda explorar bem as ações de  performance e o bom conteúdo ao utilizar  vídeos. Em vez de só comunicar, crie diálogos com seu público! Sua marca já faz isso? Se não, está na hora de começar!

*Publicado originalmente na revista digitalks – ano 3 – edição 11


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