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O conceito de Big Data tem revolucionado o mundo do marketing de performance. Capturar dados sobre  o negócio e poder olhá-los como insights para aprimorar a gestão é algo que abre portas imensas para uma organização se situar melhor tanto sobre suas potencialidades, como sobre seus pontos em vantagem e em detrimento da concorrência.

Fora isso, a percepção do público também contribui para quem deseja entender melhor sobre a empresa e a forma como ela tem atendido o mercado.

Toda essa percepção do negócio a partir do Big Data permite que gestores avancem a esfera da mera observação e possam obter valor o bastante para poder direcionar esses dados e alinhá-los às metas definidas pela organização.

Essa ação a partir dos dados, aliás, é a parte mais importante sobre o Big Data. Para ser efetivo é importante que todas as informações coletadas necessariamente conduzam a algum objetivo que seja realizável pela empresa. O papel dos dados é o de orientar quais os rumos a serem tomados (onde há oportunidades) para se chegar às metas traçadas pelo negócio.

Cada vez os dados do marketing de performance vão se acumulando mais, apontando novas dimensões e tudo o que não precisam é ficar empilhados esperando o momento certo para serem ativados. Para alguém que os acumula, mas sem muitas perspectivas, algumas perguntas podem surgir como: “o que exatamente é possível fazer com todas as informações coletadas pela empresa por meio do marketing de performance?” e “como é possível usar o Big Data de forma que ele seja acionável e possa trabalhar a favor do negócio?”

Claro, as respostas dependerão muito dos dados que cada empresa está coletando e quais deles dialogam com os objetivos a serem realizados. Entretanto, vamos usar aqui algumas situações hipotéticas como exemplo de como o Big Data poderia ser usado:

Um e-commerce que venda roupas, deseja entender quais de suas categorias de produtos vendem mais. Porém, também deseja saber os produtos que performam melhor nos canais em que está presente.

São muitas informações que se cruzam aqui, percebe? Agora, só para complicar um pouquinho mais:

Essa empresa também gostaria de saber quais dos canais performam melhor nas principais datas do e-commerce, ou seja, qual o melhor canal para promover produtos durante o Dia das Mães, qual o melhor durante o Dia dos Pais ou na Black Friday, por exemplo.

Com todo esse apanhado de informações, a empresa poderá ter intenções de cruzar os dados obtidos e poder fazer escolhas de investimentos que sejam mais estratégicas, onde produtos possam ser aprimorados nos canais de performance e durante as datas que tiverem melhor resultado.

O Big Data é uma forma de equacionar essa necessidade da empresa de entender tão profundamente o próprio negócio e ele é capaz de oferecer todos esses dados que ela precisa.  Neste caso, um software de gestão e automação de campanhas de performance poderia concentrar toda essa ordem de informações e oferecê-las para a empresa fazer essa leitura.

Com isso, a empresa poderia investir mais em expor, por exemplo, mais calças jeans durante o Dia dos Pais no canal “X” e expor mais blusas de frio durante o Dia das Mães no canal “Y”. É esse tipo de aprimoramento que poderia ajudar a empresa a alcançar seus objetivos de obter mais negócios, já que a estratégia estaria alinhada a toda percepção indicada pelos dados resultados.

Assim, a empresa saberia exatamente como, quando, onde e quanto investir em cada canal – porque ela trabalha baseada em uma “previsibilidade do futuro”, mas que é indicada por padrões existentes em resultados passados.

Essa empresa também poderia ter uma melhor visibilidade do próprio ROI (Retorno sobre Investimento) e saber em qual canal funciona melhor trabalhar com critérios como CPC (Custo por Clique), CPA (Custo por Aquisição) ou CPM (Custo por Mil), por exemplo.

Outro ponto é que ela poderia usar esses dados em alguma ferramenta de inteligência de preço e criar regras automáticas para os valores dos produtos fazerem um movimento específico (reduzirem ou subirem) em uma das datas em que a empresa performa melhor. Bastaria apenas ativar a regra no período desejado para que ela fosse aplicada.

 

Interpretar e agir

Na verdade, os insights do marketing de performance, dependendo das ferramentas utilizadas, podem ser totalmente acionáveis. O gestor poderá correlacioná-los e obter KPIs que o ajudem a entender melhor o negócio e de forma abrangente. Inclusive exportando CSVs das campanhas para fazer esse comparativo, quer seja a partir do dashboard de todas as campanhas ou de canais e produtos específicos.

Outros dados como aqueles obtidos por comparadores de preço, análise da concorrência e percepções sobre canais e o mercado ajudam a empresa a realmente coletar informações benéficas ao negócio. O fator mais importante é fazer com que eles saiam da esfera “abstrata” de análise e deixem de ser apenas acionáveis, ou seja, com o potencial de serem movimentados, mas sim que sejam acionados de fato.

É preciso que o gestor possa integrar o que obteve com o Big Data em toda a gestão do e-commerce, e não simplesmente em reuniões corporativas com diretores e a portas fechadas. O que ele deve fazer é perceber que as ferramentas que ele utiliza para gerir o e-commerce podem (e devem) ser redirecionadas o tempo todo e com facilidade.

Poder acompanhar as mudanças e oportunidades do negócio é a única forma de não deixá-las passar e poder surfar na melhor onda do momento.

O potencial de mercado está sempre aí dando pistas e o Big Data tem mostrado todos os caminhos que conduzem até ele. Caberá ao gestor, portanto, conhecer seus próprios objetivos, conectá-los ao Big Data e assim aprimorar a gestão de forma contínua para se manter sempre no topo.

 

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